Roteiro Ilha Norte - Nova Zelândia com crianças

Roteiro de 2 semanas na Ilha Norte da Nova Zelândia no outono - com crianças

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Vou falar um pouco sobre o nosso roteiro, sobre o porquê de algumas decisões e também sobre o que talvez fizéssemos diferente. Vou fazer algo mais geral e no diário estão os detalhes de cada lugar, caso queira saber mais informações (Dá para clicar nas palavras sublinhadas que levam direto para algumas páginas mais completas).

Foram 14 dias na ilha Norte.

Começamos por Auckland e ficamos num Airbnb para ajustarmos o fuso de 15 horas de diferença, com tranquilidade. Em 2 noites, os meninos entraram nos eixos e pararam de acordar de madrugada querendo almoçar. Rs

Havíamos pesquisado o clima nessa época, mas acabamos sendo pegos de surpresa por um tempo mais frio e chuvoso do que esperávamos. O outono por aqui é um pouco instável e muda bastante ao longo do dia. Pegamos períodos em que no mesmo dia vimos sol, chuva, vento, frio e um calorzinho. Uma vantagem é ter a oportunidade de ver uma paisagem encantadora com as árvores coloridas por toda parte. E a outra vantagem, é poder ter liberdade no roteiro, já que, por não ser uma temporada muito cheia, não precisamos reservar nenhum camping com antecedência. Em todos os lugares que chegamos, havia vaga.

Auckland

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Chegamos por Auckland e ficamos 3 dias na maior cidade do país, sendo, na nossa opinião, a com menos identidade Kiwi. Na verdade, foi o que menos gostamos de toda a viagem. Algo em torno de 30% dos 4 milhões de habitantes da Nova Zelândia vivem aqui. Ficamos na região da Queen St, que é a principal rua do CBD (centro comercial da cidade). Gostamos bastante de Britomart, região próxima à marina e também perto da parte debaixo da Queens St (seria nossa opção em uma próxima visita à cidade). O bairro de Parnell é perto do Museu de Auckland, bem residencial e bonito. Ainda existem alguns bairros de praia, além da Harbour Bridge, como o North Shore, Devonport e Takapuna. Para o verão, podem ser boas opções, já que na cidade em si, não há nada de muito especial, além da Sky Tower. Para os corajosos, dá pra fazer bungy jumping de lá.

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Para as crianças, na região central, existem parques, o Kelly Tarlton's SEA LIFE Aquarium, que tem um ônibus de graça pra levar do centro da cidade e o museu de Auckland como principais atrações.

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Pegamos nosso motorhome, que na verdade, aqui é classificado como campervan. Não é muito grande, porque ficamos com medo de como seria dirigir um veículo assim. Mas há um post especial para falar sobre isso com mais detalhes.

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Ficamos num camping na cidade mesmo, e no dia seguinte, pela manhã, fomos até a ilha das vinícolas, Waiheke. Dormimos por lá 1 noite, mas dá tranquilamente para fazer um passeio de bate e volta de 1 dia. O mais interessante é ver as paisagens dos vinhedos cercados por mar.

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Praia de Piha – costa oeste

Da ilha de Waiheke, seguimos para Piha. Queríamos conhecer uma praia da ilha Norte e havíamos recebido recomendações desse lugar, além de ser perto de Auckland. O caminho, pela Scenic Dr. passa pelo parque Waikatere com vista lindas. O parque também tem várias trilhas para serem feitas, algumas com vista para a praia de Piha. Na verdade, não conseguimos fazer, porque os meninos ficaram doentes e estava frio. Mas pelo que vimos do carro, as trilhas devem ser mesmo lindas.

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Auckland em mais detalhes clique aqui: Museu Auckland, Aquário e Sky Tower, Waiheke Island.

A praia de Piha é muito bonita e apesar do frio que pegamos, deu pra aproveitar a areia da praia. Vale a pena conhecer. Pra quem não tem tanto tempo, é uma opção perto de Auckland e rápida de ser fazer.

Existe uma praia que se chama Hot Water Beach, que se tivéssemos conseguido programar um pouco melhor nosso roteiro, teríamos incluído. Fica na região de Coromandel, na costa leste da Ilha. Vale a pena pesquisar, mas precisa de um certo tempo para o deslocamento até lá. Recebemos também algumas indicações das praias do extremo norte do país, mas não entremos no detalhes em nossas pesquisas, porque nosso deslocamento era um pouco restrito, por causa dos pequenos. Muita estrada, na cadeirinha, acabava sendo um pouco estressante para eles.

De lá, seguimos em direção a Rotorua, passando pelo Movie Set dos Hobbits. Achávamos que era algo simples, mas quando chegamos, vimos que custava NZD$ 84,00 por adulto para entrar e os ingressos estavam esgotados naquele dia, que era domingo. Como já comentei, o início da viagem foi um pouco atribulado e não conseguimos programar tanto o roteiro. Nesse caso, acabamos indo direto para Rotorua nesse dia. Como nem gostamos tanto de senhor dos anéis, não ficamos chateados e se soubéssemos, teríamos descido por Waitomo, ao invés de escolher a rota que passava por essa atração. Waitomo é o local mais famoso para se ver os glow worms, os insetos que brilham no escuro. Existem passeios em cavernas para ver os bichinhos e eles ficam na floresta, à noite, também. Os roteiros em caverna são bom para as crianças por serem de dia.

Rotorua

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Esse é um MUST DO da ilha Norte, na nossa opinião!! Os parques de crateras de vulcões coloridas e quentes, fumaças, gêiseres, piscinas termais para banhos quentinhos, são incríveis!!

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Waimangu Volcanic Valley

Waimangu Volcanic Valley

Também é a região para se conhecer um pouco da cultura Maori, o povo original da região. Para quem quer ver o Hakka, aqui é o lugar. (caso não venha pra cá, vale mais a pena ficar sem ver do que pagar para o show do museu de Auckland).

Mais detalhes de Rotorua, clique aqui: Mitai Moari Village, Waimandu Volcanic Valley, Wai o Tapu Thermal Wonderland

Taupo

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É uma pequena cidade em torno do lago Taupo. Tem um bungy jumping que dizem que é bem legal, mas não fomos conhecer. Existem várias atividade para crianças como passeios de barco e teleférico. Nós curtimos à beira do lago, com pedrinhas e patinhos. Também fomos à Huka Falls que vale muito à pena, se estiver na região. É de super fácil o acesso pela estrada 1.

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Mais detalhes sobre Taupo, clique aqui: Taupo

De lá, descemos até Weillington para fazer a travessia para a ilha Sul. A cidade é uma graça é a capital do país, com bem mais cara de Nova Zelândia do que Auckland. É uma cidade portuária, com uma orla muito simpática. Tem algumas atrações para crianças também como o cable car e o jardim botânico que dá pra fazer como um único passeio. O playground do jardim botânico é enorme e tem brinquedos para várias idades, com uma pequena tirolesa até.

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Mais detalhes sobre Wellington, clique aqui

Esse foi o trajeto pela primeira parte da nossa viagem pela Nova Zelândia. Como tínhamos 40 dias para ficar no país e contando que tivemos alguns contratempos no início, que nos fizeram perder alguns dias, poderíamos ter ficado um pouco mais, antes de sair da ilha norte. O ponto é que na maioria dos blogs de viagem, as pessoas dizem que o que vale mais a pena é a ilha sul. Mas nós gostamos bastante do que vimos e percebemos vários passeios que valeriam muito a pena, aqui na parte de cima do país. O bom que teremos uma ótima desculpa para voltar!

Nova Zelândia - Vinícolas

O país tem diversas regiões de vinhedos. 
Parte da economia é pautada na agropecuária sendo as ovelhas e as uvas, negócios importantes para o país, que também cresce no setores industriais e de serviços, incluído o turismo.
Nesses nossos 40 dias de Kiwis, com o são chamados os nascido aqui, visitamos 3 regiões de vinícolas. Todas com os vinhedos coloridos do outono.

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Foram  passeios deliciosos, para família toda, já que a maioria dos lugares têm espaços com jardins, gramas e os próprios vinhedos para as crianças brincarem. Nessa época, as ovelhas são colocadas nas plantações para fazerem o corte do mato e a limpeza do terreno. Os meninos amaram ver os "bééés comendo uva"!

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Segue um resumo dos locais por onde passamos com as vinícolas que mais gostamos:

Mudbrick Winery

Mudbrick Winery

- Ilha Waiheke, em Auckland
O que encanta é a paisagem diferente dos vinhedos com o mar ao fundo. Algumas vinícolas têm vista para a skyline de Auckland, como a Mudbrick, que foi a que mais gostamos! Um restaurante maravilhoso, vinhos bons e um jardim com muito espaços para os pimpolhos com uma vista espetacular! 

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- Região de Malborough
Essa é a região do Salvignon Blanc, o principal vinho do país. Elaborados de várias formas e até como blends brancos, que foi algo novo para nós, localizada ao norte da ilha sul. 
Temos 2 vinícolas daqui que adoramos: a Cloudy Bay, do grupo da Veuve Clicquot, faz espumantes e vinhos muito bons! Tem um restaurante e um jardim com vista para o vinhedo e balanços de cestos de vime românticos e divertidos para os pequenos. Passamos a tarde por lá. 

Forrest Wines

Forrest Wines


E a segunda, fica na rota de bicicleta e foi a Forest onde conhecemos o blends de branco que falei acima. Lugar super agradável, com brinquedos disponíveis para as crianças e pessoas muito amáveis, no atendimento. 

Mt Difficulty Winery

Mt Difficulty Winery

- Central Otago e Gibbston: essas são as regiões entre Cromwell e Queenstwon, engloba algumas cidades como Arrontown, Alexandra, Roxburgh e Clyde, na ilha sul. Tentamos fazer o passeio de bicicleta. Algumas vinícolas alugam,  mas não conseguimos encontrar cadeirinhas para os pequenos. A Gibbston Winery é uma que tem bicicletas, mas tinha apenas 1 cadeirinha. Acabamos indo de carro mesmo.  Foi onde ficamos hospedados na Cherry Tree Farm. A região é especialista em Pinot Noir, mas também produz vinhos brancos. A vinícola que mais gostamos foi a Mt Difficulty.  Fica a poucos minutos da estrada principal SH6, tem um terraço com uma vista linda, vinhos muito bons, diferentes e com ótimos preços. A degustação custa NZD$2,00, com 5 tipos. Adoramos o Pinot de entrada deles, o rosé, que é um pouco mais forte do que estamos acostumados, sendo quase um tinto e o riesling, que também é comum por todo o país.