Malas para viajar com gêmeos

Para arrumar as malas, quando fazemos viagens, os mantras são: praticidade e versatilidade aos imprevistos. Claro que esses pontos são bem mais importantes quando fazermos viagens mais longas e de avião, mas tento não perder esses focos mesmo quando vamos passar um fim de semana no interior, na casa dos avós, mesmo porque sempre voltamos com bagagens extras de quitutes caipiras.

Na verdade, praticidade, para quem tem gêmeos, ao meu ver, é a chave do sucesso! Tento fazer tudo o mais simples para que a rotina dupla seja o menos sobrecarregada possível, sobrando tempo para o que realmente importa, que é estar com os meninos. Acho que isso no dia-a-dia é importante e em viagem é fundamental. Um exemplo dessa economia de tempo, em pequenos detalhes, é usar a prática do “sleep and play”com as roupas, ou seja, eles já dormem com algo confortável e que dê para ser usado durante o dia seguinte. Dessa forma, liberamos um pouquinho mais de tempo para um café gostoso, ou uma brincadeira antes do trabalho, pela manhã. Falando em praticidade, vamos ao que interessa, de forma mais prática:

As malas: usamos 2 malas: 1 média de rodinha (para mim, rs) e um mochilão pra meu marido (o que libera um pouco as mãos) e + 2 mochilas menores para mala de mão. Além disso, levamos o que chamamos carinhosamente de salsichão: é uma daquelas malas moles, bem simples, que cabem e qualquer lugar, na ida, e dão a maior ajuda na volta, quando encontro algo que não tenho como deixar na viagem, algo de que eu preciso muito trazer para o Brasil. Rs Sempre levamos essa mala a mais como coringa, que quando cheia, parece um salshichão. Além disso, levamos o carrinho, que é do modelo guarda-chuva (Peg Perego) e 2 cangurus (os nossos podem ser usados como mochila, para carregar bebês de até 18 Kg, na frente ou nas costas, o que ajuda muito em alguns passeios difíceis de serem feitos com o carrinho, como algumas trilhas, por exemplo).

A mala dos gêmeos: o primeiro passo, é analisar a previsão do tempo (claro que sempre pode falhar, mas pelo menos, as temperatura máximas e mínimas não variam tanto). Escolho 1 roupa para cada dia (para o máximo de 15 dias – para viagens mais longas, já contamos que iremos lavar as roupinhas para reutilizar), sempre bem confortáveis, para que eles possam dormir e passear. Além dessa roupa coringa do dia, acrescento 1/3 a mais para imprevistos e mudanças no clima, alguma roupa que eu goste mais, que eu queira levar e um casaco pesado, caso a viagem seja para alguma lugar mais frio. Além disso, levo 1 sapato para cada bebê e meias. Também sempre levo paninhos de boca. Dependendo do tempo da viagem e caso haja mais imprevistos do que o previsto com sujeira nas roupas ou mundaça do clima, lavamos as roupas. Se a viagem tiver todas ou quase todas as hospedagens em Airbnb, levo a metade dos dias em roupas (se são 2 semanas de viagem, levo 7 trocas, e mais aquele 1/3), porque dá pra lavar facilmente. Essa regra serve para a nossa mala também e todos usamos as roupas sem passar, é claro!

O bom de lavar roupas nos apartamentos, que em geral têm ar condicionado (frio ou quente), é que acaba sendo uma bela tática para umidificar o ar!

Para dar banho nos bebês, compramos uma banheira inflável que não coube na mala, em nossa primeira viagem, quando os meninos tinham 5 meses. Optamos por deixar a tal banheira e improvisar. A alternativa que encontramos, foi dar banho no colo, no chuveiro: o que funcionou muito bem com o Antonio e foi o caos com o Gabriel. Seguimos, então, para o improviso do improviso: usar o álcool gel, que sempre tenho, para desinfetar a pia, tampar o ralinho e pronto: tínhamos uma banheira para o nosso pequeno. Sucesso! Gabriel adorou a banheirinha que arranjamos, e ali tomou seu banhinho durante toda a viagem. :)